Aneurisma

O que Albert Einstein, o cantor Belchior, e o fundador da Abril, Roberto Civita tem em comum? Eles morreram de aneurisma de aorta. Acima de 15.000 pessoas morrem por ano por rotura do aneurisma. A incidência de aneurismas triplicou nos Estados Unidos nos últimos anos, devido ao aumento da idade da população.

O aneurisma de aorta é a terceira causa de morte súbita em homens acima de 60 anos, é chamado de “matador silencioso”, porque os pacientes não apresentam sintomas até a rotura. Aproximadamente 75% de todos os pacientes com rotura dos aneurismas morrem nesta condição, o que torna crucial realizar exames para diagnosticar precocemente.

É comprovado que a detecção precoce da doença da aorta salva vidas! A triagem preventiva em populações de pacientes de alto risco e o tratamento de indivíduos com aneurismas salvam milhares de vidas a cada ano.

A cada ano, aproximadamente 200.000 pessoas nos EUA são diagnosticadas com aneurismas da aorta abdominal. Como muitos não apresentam sintomas, estima-se que mais de um milhão de pessoas vivam com um aneurisma de aorta abdominal não diagnosticado. 

Felizmente, pelo menos 95% desses aneurismas podem ser tratados com sucesso se detectados antes da ruptura.
Encontrar e tratar um aneurisma da aorta antes da ruptura do aneurisma é vital para a sobrevivência do paciente.

Tratamentos

Cirurgia convencional

Realizada através de uma incisão abdominal onde o aneurisma é removido e a aorta é reconstruída com uma prótese sintética de poliéster (Dracon). Necessita anestesia geral, sendo contra-indicado em pacientes com doenças graves associadas. O pós-operatório necessita de UTI (unidade de terapia intensiva) e o paciente permanece hospitalizado, em média, por uma semana após a cirurgia.

Cirurgia endovascular

Correção do aneurismo com o implante de uma endoprótese composta de stents metálicos recobertos por uma malha sintética. Atualmente é a cirurgia mais realizada. Implantada pela virilha através de cateteres, a endoprótese é posicionada no local do aneurisma e expandida. Não necessita de abertura do abdômen ou anestesia geral. 

Inicialmente, indicada para pacientes de alto risco, teve sua indicação ampliada pela baixa agressão cirúrgica e rápida recuperação pós-cirúrgica. Com os novos dispositivos, a cirurgia pode ser realizada sem incisões inguinais, apenas pulsões pela técnica percutânea. Em alguns casos, com essa técnica, o paciente pode receber alta no dia seguinte a cirurgia.